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Dólar opera abaixo de R$ 2 e pode cair ainda mais, dizem especialistas

29 de janeiro de 2013

O dólar operava abaixo de R$ 2 nesta terça-feira (29), o que não acontecia desde o começo de julho do ano passado. Para especialistas do setor financeiro, o valor da moeda americana pode baixar ainda mais. Veja no UOL o histórico de cotações do dólar.

Para eles, é um sinal de que o Banco Central pode permitir um dólar mais barato, abaixo do "piso informal" de R$ 2 mantido ao longo dos últimos meses, para reduzir o custo de produtos importados e tentar conter a inflação.

"Nós achamos que o dólar possa cair até R$ 1,95 ou R$ 1,90, com o Banco Central planejando usar o câmbio para controlar as expectativas de inflação", escreveram analistas do Citibank em relatório. 

O dólar deve cair até o patamar de R$ 1,90 nas próximas semanas ou meses, para o diretor da corretora de câmbio Treviso, Reginaldo Galhardo. "A partir de agora, o mercado vai começar a testar o BC, até que ele diga: 'neste valor está bom'."

Dois fatores que ajudam a derrubar o dólar

Galhardo avalia que pelo menos dois fatores podem ajudar nesse novo período de queda dos preços da moeda americana.

Primeiro, o fato de que muitas empresas estão planejando tomar dinheiro emprestado no exterior. Nos EUA e em outros países, as taxas de juros estão bastante baixas (perto de zero), e grandes companhias, com credibilidade junto a investidores internacionais, têm chances de aproveitar esse momento.

Ele também acredita que o Banco Central vai realizar novos leilões de venda de dólar para derrubar ainda mais os preços da moeda americana, até mesmo como uma forma de compensar o suposto aumento nos combustíveis, prometido pelo governo desde o final do ano passado.

Dólar barato ajuda a segurar a inflação; dólar caro favorece exportações

O preço do dólar influencia tanto a inflação quanto a balança comercial brasileira. 

Muitos produtos comercializados no país possuem componentes importados. Portanto, quando o dólar está muito alto, esses produtos também encarecem, o que pressiona a inflação. Quando o dólar cai, os produtos importados ficam mais baratos, o que tira pressão sobre os índices de preços.

E nos níveis atuais, a inflação está preocupando o governo, com a ameaça de que, por mais um ano, o IPCA (o índice de preços oficial) fique muito próximo do valor máximo estabelecido para este ano (6,5%).

O IPCA-15 (a estimativa prévia da inflação oficial) apresentou uma taxa de 0,88% em janeiro deste ano, a maior variação para o início do ano desde 2003. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 6,02% por esse indicador.

Por outro lado, um dólar mais caro ajuda os exportadores a venderem mais para o exterior, porque conseguem baratear seus produtos: por exemplo, se a taxa de câmbio sobe de R$ 1 para R$ 2, o exportador pode reduzir o preço de um produto vendido no exterior (portanto, negociado em dólar), mas ainda receber uma quantia vantajosa em reais.

Em novembro, falando a uma plateia de empresários, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia afirmado que "o dólar acima de R$ 2 veio para ficar".

BC manteve dólar entre R$ 2 e R$ 2,10 no ano passado

Durante a maior parte do ano passado, o BC interveio no mercado cambial para impulsionar as cotações do dólar, beneficiando os exportadores, que têm a maior parte de seus custos em reais e receitas em moeda estrangeira.

Inicialmente, o Banco Central impôs ao mercado uma banda informal de R$ 2 a R$ 2,10 por dólar. No final do ano passado, quando as pressões inflacionárias aumentaram, no entanto, o  teto da banda foi reduzido para R$ 2,05. 

(Com Reuters)

OS DOIS LADOS DA MOEDA
O DÓLAR BAIXO É BOM PARA O CONSUMIDOR, MAS RUIM PARA AS EMPRESAS E A ECONOMIA EM ALGUMAS SITUAÇÕES. ENTENDA AS RAZÕES

DÓLAR BAIXO É BOM PARA:
Viagens ao exterior – Se US$ 1 valesse R$ 1,50, uma viagem de U$ 1.000 custaria R$ 1.500. Mas, se o dólar estivesse em R$ 2,00, a mesma viagem ficaria em R$ 2.000
Comprar importados – Os produtos importados ficam mais baratos. As indútrias também compram equipamentos e matéria-prima por preços menores
Reduzir a inflação – Com a concorrência de produtos importados, as empresas nacionais reduzem os preços de itens similares
Diminuir dívidas de empresas – Quanto mais cai o dólar, menor a dívida. Uma empresa que deva US$ 100 mil no exterior pagaria R$ R$ 150 mil (com o dólar a R$ 1,50) ou R$ 200 mil (com câmbio de R$ 2,00)
DÓLAR BAIXO É RUIM PARA:
Exportações – Os produtos brasileiros ficam mais caros no exterior. Um importador estrangeiro tem de gastar mais dólares para comprar o mesmo produto. Um carro brasileiro de R$ 30 mil custaria US$ 15 mil (com o câmbio a R$ 2,00). Se o dólar caísse para R$ 1,50, o mesmo veículo custaria US$ 20 mil (33% ou US$ 5 mil a mais)
Produção nacional – O consumidor pode trocar produtos nacionais por importados, o que enfraquece as vendas brasileiras, causa risco de desemprego e pode até fechar as empresas afetadas

Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/01/29/dolar-cai-abaixo-de-r-2-e-pode-baixar-ainda-mais-dizem-especialistas.htm